Título auto-explicativo!
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis, parte 2
Segundamente, podemos realizar uma outra classificação quanto ao tipo que um determinado propagador da discórdia pode assumir:
- Aquele que semeia a discórdia: esse é tão famoso que tem uma expressão própria para suas ações, 'plantar a sementinha da discórdia'. Trata-se do indivíduo que, em um meio completamente normal e harmonioso, implanta a desconfiança e a má-fé. Fofocas com o intuito de abalar a reputação de alguém são ótimos exemplos, sejam elas reais ou não; E quando se leva a preferência sexual do indivíduo em consideração, os efeitos da semeadura costumam ser mais nefastos. Para melhor entendimento dessa situação, há algum tempo correu o boato de que um certo apresentador de um programa dominical global...mente conhecido, teria tido um suposto e breve envolvimento amoroso com um notório jogador de futebol aposentado. A imprensa de fofocas provavelmente noticiaria algo a respeito assim: "BAFÃO! Apresentador de programa dominical suspeito de estar em um affair com ex-jogador!" (em tempo, revistas de fofoca aparentemente adoram escrever "affair" em suas capas). E seguindo este exemplo, temos vários outros, como o daquele jogador que afirmou que "fingem que me pagam e eu finjo que jogo", ou então aquele outro jogador que possivelmente tem uma relação conturbada com seu cabeleireiro, considerando suas últimas mudanças de visual, dentre vários outros. Entretanto, esse tipo também se encontra presente no dia-a-dia das pessoas comuns. Por exemplo, tem aquele amigo/conhecido seu, que faz um curso de humanas bem roots, tipo Filosofia ou Ciências Sociais, ou nem tanto, como Jornalismo, que posta comentários toscos ou bestas sobre ser contra a legalização da maconha, ou dizer que a erva faz mal ao organismo, que os envolvidos deveriam ser presos etc; não está em questão se ele faz uso ou não, mas considerando o curso que faz, ele certamente quer causar. Ou então aquele seu amigo do colégio, propenso a fazer qualquer coisa na área de saúde ou biológicas pro vestibular, mas espalha por aí que vai fazer engenharia mecânica sem motivo aparente. Este tipo é, de longe, o mais comum e difundido dentre todos os propagadores.
OBS.: existe uma subespécie de semeador da discórdia, que inclusive já foi exemplificada anteriormente, porém sem receber denominação. Trata-se do causador: aquele que semeia a discórdia sem o intuito de instalar sentimentos ruins; ele só quer tirar uma onda com a cara dos outros ou zoar, fazendo algo que ele normalmente nunca faria, ou que todos sabem que ele não faria, só para se divertir com o desconforto alheio. Exemplos: o companheiro que vai pra casa do amigo e sem querer deixa o facebook aberto; prontamente, esse amigo curte várias páginas de conteúdo homossexual e compartilha imagens de cada uma (assume-se que o companheiro em questão não é gay). Ou então curte e compartilha imagens de páginas de fãs de animes, otakus e afins, o que é tão queima-filme quanto. Ou então aquele estudante azoado que se aproveita de um descuido do diretor após um pronunciamento para fazer um beatbox no microfone antes de ser pego. Bem como aquela mãe sacana que, ao deixar o filho na escola e perceber que o mesmo vai sair sem falar com ela pra não passar vergonha na frente dos amiguinhos, de imediato grita da janela do carro: "FILHO, VOCÊ SAIU SEM DAR O BEIJINHO DA MAMÃE! NEM MEU ABRAÇO VOCÊ DEU! MAS EU ACEITO DE LONGE! MANDA BEIJINHO PRA MAMÃE, VOU TIRAR FOTO DO CELULAR!" (melhor parar por aqui)
- Aquele que irriga a discórdia: esse é o tipo que se aproveita de uma situação de discórdia previamente instalada, porém não plenamente desenvolvida, e a alimenta, principalmente com histórias falsas, porém factíveis. Basicamente, é aquele sujeito que se aproveita de uma conjuntura desagradável ou desconfortável para disseminar sua arte, o que o diferencia do semeador da discórdia, que gera esse tipo de situação. No cotidiano, é conhecido como aquele que "coloca lenha na fogueira", podendo ser jornais e revistas femininas que fazem cobertura de algum fato inútil - a vida de algum jogador de futebol ou ator problemáticos. Ou os dois, ao mesmo tempo - continuamente, aparentemente mostrando uma versão sem juízo de valor, porém parcial, exatamente para queimar o cidadão e conseguir uma vendagem maior. Claramente uma atitude louvável, digna de quem não tem mais o que mostrar. Exemplos de manchetes que amplificam a merda alheia: "EXCLUSIVO, depoimento de transeunte que semi-presenciou mancada de jogador de futebol suspeito de atirar em uma das acompanhantes: 'Ele saiu da boate e foi pro carro com uma arma na mão, e começou a atirar loucamente. Foi o que deu pra ver no ônibus que eu tava". Ou: "Ator famoso é pego no flagra no beco com farinha na mão e no juízo! Tentou fugir mas não escapou de nossos flashes! Autor de novela comenta sobre caso: 'Não gasto um pingo de minha paciência com drogados'". Ou mesmo: "Apresentador com fama de bom moço é pego em blitz com a cara cheia de cachaça! Comediante que ironizou o caso dá pra trás com seus comentários!". No dia-a-dia, também temos exemplos bastante eloqüentes, como o daquele cidadão que adora organizar festas que descobriu que um de seus amigos ficou solteiro e, sendo amigo da ex também, resolve fazer uma pequena confraternização, de no máximo 20 pessoas, e termina por chamar os dois ex-pombinhos, só pra se divertir com o climão de desconforto que se instala no recinto. Ainda considerando esse cenário de recém-término, tem o cara que, ao descobrir o rompimento, posta um monte de foto de galera onde o casal ainda está junto e começa a marcá-los em todas, e ainda pede pros amigos escrotos comentarem "Porque vocês acabaram, véi? Formavam um casal tão bonito!". Ou mesmo aquele companheiro sem-noção que comenta na foto que aquele amigo galanteador nato postou dele com a namorada recém-adquirida: "Até que enfim, o galinha da galera parou de atirar pra todos os lados!". Fugindo um pouco dessa temática de relacionamentos, tem também o cara que diz, pretensiosamente, pros amigos de uma banda, que estão loucos pra fazer uma gravação profissional de suas músicas assim que conseguirem dinheiro, que uma gravadora independente, a Mushroom Records, surgida recentemente no mercado musical e muito promissora, está disposta a bancar uma gravação em seu estúdio particular. Posteriormente, os caras da banda descobrem que o estúdio da "gravadora" é na verdade um terreno baldio. Por fim, temos também o caso daquele camarada que fica mandando links e fotos de conteúdo homoerótico pro amigo gay que ainda não se assumiu pra família pelo facebook, sendo que grande parte da família em questão possui perfis na rede social.
- Aquele que colhe a discórdia: tudo o que já foi escrito até agora, todas as situações, mentiras, conversas, viadagens, picuinhas, culminam na atuação desse tipo. O que torna o colhedor da discórdia diferente dos outros é que, enquanto o semeador cria uma situação de discórdia e o irrigador a incita - importante frisar que ambos não necessariamente visualizam o resultado de suas ações -, o colhedor instala, instiga e contempla o que fez, tudo ao mesmo tempo, e preferencialmente de camarote. Claro que nem sempre esses pré-requisitos são cumpridos, mas dá pra ter uma boa idéia. Você certamente o conhece: costuma ser aquele maluco conhecido seu, que não pode ver uma briga que já chega de voadora, independente das razões ou dos envolvidos. Na imprensa temos pouco exemplos práticos, a não ser que se conte aqueles programas sensacionalistas escrotos de meio-dia, que vão pro meio do povão filmar o barraco alheio, ou que trazem o barraco pro estúdio mesmo, chamando, por exemplo, um cara que pulou a cerca com um travesti, possivelmente sem saber da desenvoltura da criatura, ou sabendo, ignorando e posteriormente negando, além de chamar o próprio travesti, que alega que o cidadão prometeu mundos e fundos para que ele/ela o acompanhasse, e, pra coroar, a mulher do cara, que já adentra o estúdio com um rolo de macarrão em mãos, restando ao apresentador "mediar a situação", nas palavras do mesmo, mas na verdade colocando mais lenha no fogo. Os exemplos práticos não fogem muito do que já foi dito, embora um ou outro seja digno de menção. Todo natal, tem aquela tia fuxiqueira que, ao perceber que duas facções da família que não se dão bem iniciam um prenúncio de barraco, ao invés de apartar a discussão, vai chamar as outras alas da família para ver o pau comer, eventualmente soltando um "puxa esse cabelo de chapinha dela!" ou um "dedo no olho não, dá duas tapa nele!", e por fim ainda manda chamar a Samu. Ou então aquele seu amigo gênio da matemática que, não obstante ter ido a Brasília conversar com o então Ministro da Ciência e Tecnologia e ter espalhado a reportagem feita a respeito displicentemente, ainda espalhou o boato de ter idealizado junto com o ministro um certo programa de intercâmbio para o ensino superior, com a finalidade de diminuir a burocracia que o impediu de estudar no estudar no exterior (nota: sim, a história é verdadeira. Não acredita? Veja o vídeo e feche sua cara: http://goo.gl/W1uBs). Pra terminar, tem aquele pertubado da escola que fica botando os amigos no esparro, particularmente quando tem algum stress entre eles: "rapaz, Rafael disse isso e isso, e que você é um maricas de não ter ido na mulher ontem! Vai deixar, é?", "Pedro disse que nunca mais te chama pra nada, que você é problema, que vai arrumar uns viados pra você que nem semana passada!", "Guto falou que se você olhar feio pra ele de novo, vai rolar merda, das grandes!". E isso porque estão todos na mesma sala de aula, com o perturbado transitando e passando o recado pra ver o couro comer no intervalo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis, parte 1
Depois de um tempão sem um guia sequer, estamos de volta!
Aproveitem essa primeira parte!
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis
Inicialmente, define-se discórdia aqui como um estado de espírito, individual ou coletivo, onde o objeto de estudo em questão encontra-se confuso, indignado, estarrecido, aborrecido, surpreso ou desconfiado em função de uma história, revelação, observação - nem sempre condizentes com a verdade, diga-se - contada por um segundo indivíduo com o intuito de deixá-lo em algum dos estados supracitados, intencionalmente ou não; porém, na maioria das vezes, intencionalmente. Quando este segundo indivíduo possui a intenção de contar uma história ou passar uma conversa de modo a alterar o estado de espírito do primeiro, diz-se que ele está propagando a discórdia.
Apesar dessa apresentação formal, a discórdia é bastante conhecida por todos; é considerada um lugar-comum na sociedade atual. Todo o tempo somos apresentados a novas histórias, causos, fofocas, seja por meio de revistas, internet, séries e programas de TV, novelas - cujos enredos nada mais são que amontoados de clichês e discórdias -, entre outros. Porém, mais importante que tudo isso são as pessoas diretamente responsáveis pela propagação da discórdia; você certamente conhece um, independente de ser próximo ou não.
A intenção desse estudo é discriminar os diversos tipos de propagadores, bem como suas intenções.
Primeiramente: quem são os propagadores de discórdia e o que pretendem de verdade. Podemos considerar dois tipos bastante específicos, a saber:
- Primeiro tipo: aquele que dissemina a discórdia com a intenção de tirar proveito da situação, de corromper mentes alheias, de instigar picuinhas e brigas no seio familiar, de destruir a reputação alheia... enfim, com más intenções. Vilãs de novela são casos clássicos, principalmente as mexicanas. Exemplos: a vilã principal, tentando salvar seu noivado arruinado com o mocinho, tenta dissuadi-lo de se envolver com a mocinha pobretona: "não se envolva com essa pobretona! Ela não te quer de verdade, só quer saber de seu dinheiro!" Ou então a faxineira fofoqueira que adora olhar pela fechadura das portas, que acabou descobrindo que a patroa anda se "engraçando" com o jardineiro e fica soltando indiretas pro patrão: "Eu daria mais atenção ao jardim, seu Flávio Raul... acho que o jardineiro anda muito ocupado fazendo outras coisas!". Fora do ambiente da ficção, temos, por exemplo, o sacana que dá em cima da gatinha mesmo sabendo que a mesma tem namorado, porém sem saber que este é faixa-preta em duas artes marciais quaisquer; ou então aquele funcionário vadio do escritório cuja única ocupação recentemente é soltar piadinhas maldosas sobre o novo funcionário do RH que, para o seu desconhecimento, recebeu a incumbência de dar notas as seus colegas de acordo com a produtividade e relações interpessoais.
- Segundo tipo: é aquela pessoa que propaga a discórdia... por propagar, pra perturbar, tirar sarro, causar constrangimento, soltar indiretas; enfim, por motivos idiotas ou por motivo nenhum, sem a intenção de lesar ou prejudicar a vítima - ou não intencionalmente, pelo menos. Por razões de ordem prática, é o tipo mais comum e conhecido, porque todo mundo tem aquele/a amigo/a inconveniente que solta os comentários mais impróprios nas horas mais indevidas diante das pessoas mais inapropriadas. Às vezes acontece de o álcool entrar e as verdades saírem, porém o mais comum é que a discórdia seja espalhada na sobriedade. Não raro, é comum que o escárnio da vítima seja motivo de diversão para os propagadores. Exemplos existem aos montes: aquele bróder novo que chega na roda de amigos tentando se enturmar, até que um deles solta: "um dos caras que está nessa roda é viado!", e outro emenda: "e todo mundo aqui sabe quem é!"; ou então aqueles dois caras à distância na praia na excursão do colégio, bebendo um líquido não-identificado advindo de uma garrafa cujo conteúdo não pode ser visualizado - por acaso, ambos são menores de idade -, até que são abordados por um terceiro indivíduo, perguntando o que estão bebendo. "É suco! Bebe aí, maluco! Mas vá devagar porque tá muito doce!", e depois disso este terceiro indivíduo passa as horas subsequentes rindo em voz alta, falando besteira e tropeçando nos próprios pés; ou mesmo o colega do colégio que, ao notar que tem um pessoal entrando no auditório do andar, pergunta pro bróder mentiroso, na inocência: "o que tá rolando no auditório agora?" e ouve como resposta: "é um coquetel, aberto pra todo mundo! Acho que tem uns salgados ótimos lá dentro!", só pra descobrir que, na verdade, é uma reunião dos monitores e professores sobre a conduta inadequada dos estudantes, e que, o que é pior, não havia nenhum salgado.
Aproveitem essa primeira parte!
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis
Inicialmente, define-se discórdia aqui como um estado de espírito, individual ou coletivo, onde o objeto de estudo em questão encontra-se confuso, indignado, estarrecido, aborrecido, surpreso ou desconfiado em função de uma história, revelação, observação - nem sempre condizentes com a verdade, diga-se - contada por um segundo indivíduo com o intuito de deixá-lo em algum dos estados supracitados, intencionalmente ou não; porém, na maioria das vezes, intencionalmente. Quando este segundo indivíduo possui a intenção de contar uma história ou passar uma conversa de modo a alterar o estado de espírito do primeiro, diz-se que ele está propagando a discórdia.
Apesar dessa apresentação formal, a discórdia é bastante conhecida por todos; é considerada um lugar-comum na sociedade atual. Todo o tempo somos apresentados a novas histórias, causos, fofocas, seja por meio de revistas, internet, séries e programas de TV, novelas - cujos enredos nada mais são que amontoados de clichês e discórdias -, entre outros. Porém, mais importante que tudo isso são as pessoas diretamente responsáveis pela propagação da discórdia; você certamente conhece um, independente de ser próximo ou não.
A intenção desse estudo é discriminar os diversos tipos de propagadores, bem como suas intenções.
Primeiramente: quem são os propagadores de discórdia e o que pretendem de verdade. Podemos considerar dois tipos bastante específicos, a saber:
- Primeiro tipo: aquele que dissemina a discórdia com a intenção de tirar proveito da situação, de corromper mentes alheias, de instigar picuinhas e brigas no seio familiar, de destruir a reputação alheia... enfim, com más intenções. Vilãs de novela são casos clássicos, principalmente as mexicanas. Exemplos: a vilã principal, tentando salvar seu noivado arruinado com o mocinho, tenta dissuadi-lo de se envolver com a mocinha pobretona: "não se envolva com essa pobretona! Ela não te quer de verdade, só quer saber de seu dinheiro!" Ou então a faxineira fofoqueira que adora olhar pela fechadura das portas, que acabou descobrindo que a patroa anda se "engraçando" com o jardineiro e fica soltando indiretas pro patrão: "Eu daria mais atenção ao jardim, seu Flávio Raul... acho que o jardineiro anda muito ocupado fazendo outras coisas!". Fora do ambiente da ficção, temos, por exemplo, o sacana que dá em cima da gatinha mesmo sabendo que a mesma tem namorado, porém sem saber que este é faixa-preta em duas artes marciais quaisquer; ou então aquele funcionário vadio do escritório cuja única ocupação recentemente é soltar piadinhas maldosas sobre o novo funcionário do RH que, para o seu desconhecimento, recebeu a incumbência de dar notas as seus colegas de acordo com a produtividade e relações interpessoais.
- Segundo tipo: é aquela pessoa que propaga a discórdia... por propagar, pra perturbar, tirar sarro, causar constrangimento, soltar indiretas; enfim, por motivos idiotas ou por motivo nenhum, sem a intenção de lesar ou prejudicar a vítima - ou não intencionalmente, pelo menos. Por razões de ordem prática, é o tipo mais comum e conhecido, porque todo mundo tem aquele/a amigo/a inconveniente que solta os comentários mais impróprios nas horas mais indevidas diante das pessoas mais inapropriadas. Às vezes acontece de o álcool entrar e as verdades saírem, porém o mais comum é que a discórdia seja espalhada na sobriedade. Não raro, é comum que o escárnio da vítima seja motivo de diversão para os propagadores. Exemplos existem aos montes: aquele bróder novo que chega na roda de amigos tentando se enturmar, até que um deles solta: "um dos caras que está nessa roda é viado!", e outro emenda: "e todo mundo aqui sabe quem é!"; ou então aqueles dois caras à distância na praia na excursão do colégio, bebendo um líquido não-identificado advindo de uma garrafa cujo conteúdo não pode ser visualizado - por acaso, ambos são menores de idade -, até que são abordados por um terceiro indivíduo, perguntando o que estão bebendo. "É suco! Bebe aí, maluco! Mas vá devagar porque tá muito doce!", e depois disso este terceiro indivíduo passa as horas subsequentes rindo em voz alta, falando besteira e tropeçando nos próprios pés; ou mesmo o colega do colégio que, ao notar que tem um pessoal entrando no auditório do andar, pergunta pro bróder mentiroso, na inocência: "o que tá rolando no auditório agora?" e ouve como resposta: "é um coquetel, aberto pra todo mundo! Acho que tem uns salgados ótimos lá dentro!", só pra descobrir que, na verdade, é uma reunião dos monitores e professores sobre a conduta inadequada dos estudantes, e que, o que é pior, não havia nenhum salgado.
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