domingo, 18 de abril de 2010

A temperatura como fator determinante do comportamento humano

Após um tempo de molho sem postar, I'M BACK FROM THE GRAVE!
Aqui está um pseudo-guia pra vocês!


A temperatura como fator determinante do comportamento humano

Todos sabemos que a temperatura, alta ou baixa, é uma característica que ajuda a definir, ou mesmo limitar, o comportamento das pessoas a ela submetidas. Claro que nada que será escrito se constitui em uma regra geral, mas nada mais é do que um registro de peculiaridades, que são comuns a várias pessoas. Agora, fique frio e curta o texto.

- Todos aprendemos nas aulas de física que um corpo de temperatura mais alta transfere essa energia para um corpo próximo numa temperatura menor. A esse trânsito, dá-se o nome de calor. Terminada a aula de física, passemos às pessoas. Todos nós, quando com frio, normalmente usamos alguma peça de roupa para que não haja essa passagem de calor. Ou então nos achegamos a alguém para que aconteça o fenômeno chamado ‘calor humano’. Obviamente, isso só é aplicável quando você se achega a alguém que tenha consideração para com você, e de forma voluntária, não quando você é espremido contra a parede de um metrô por 257 pessoas, sem muita liberdade de escolha. A isso, dá-se o nome de calor humano forçado. Pois bem. Teoricamente, quando a temperatura é menor, as pessoas deveriam se achegar mais umas às outras, para ocorrer um trânsito mais eficiente de calor humano. Analogamente, quando a temperatura estiver mais elevada, menos artifícios, digamos, “roupais”, se fazem necessários, assim como menos calor humano, já que está quente por toda parte mesmo; isso implica dizer que as pessoas deveriam ser mais distantes umas das outras, na teoria. Na prática, porém, não é bem assim: em baixas temperaturas, as pessoas são tão frias quanto o tempo que as cerca. E em temperaturas altas, as pessoas são mais calorosas, literalmente. Enquanto que as pessoas no frio são tão distantes, numa comparação, porém bastante polidas, educadas, as pessoas no calor são mais afetuosas, se abraçam, se beijam, falam ousadia alto, batem nas bundas umas das outras... Enfim, muito mais simpáticas.
- Essa diferença de temperatura também influencia o modo de ser de determinados sujeitos. De fato, um homem que vive numa região quente, que é agitado e irrequieto, tende a se retrair um pouco quando se desloca para uma região mais fria. Por mais que tente, ele não irá conseguir se aquecer simplesmente se agitando, tendo a recorrer para meios como casacos grossos e líquidos etílicos. De forma semelhante, um homem que vive numa região fria, sendo calado e ponderado, chega numa região tropicar e quer se livrar das roupas, se soltar das amarras impostas pelo frio, para cair de cabeça no calor. É por essa razão que você vê, vez por outra, algum turista de uma região temperada soltar a franga aqui no Brasil, no bom e no mau sentido da expressão.
- Entretanto, o tópico acima tem uma razão plausível. Nas temperaturas mais baixas pouca coisa é exposta, em decorrência da quantidade de roupas, enquanto que, nas temperaturas mais altas, uma superfície maior da pele é deixada à mostra. Isso explicaria em parte a razão de o cara agitado se acanhar no frio, já que não vê os atributos das mulheres ao seu redor, e os turistas de latitudes maiores ficarem loucos aqui no Brasil, considerando que eles só vêem esse tipo de coisa nos filmes e em propagandas de roupa íntima. Talvez por isso, ao avistarem os corpos tantos corpos desnudos em quantidade considerável, eles façam tantos atos impensados.
- Curiosamente, pessoas geniais têm uma tendência a aparecer nas regiões mais frias. Não que estas não apareçam nos trópicos, mas em quantidade comparativamente menor. Mas há uma teoria aceitável para tanto; nas regiões frias, é pouco interessante sair de casa o tempo todo para vadiar, sentindo frio à toa. Por isso, é mais cômodo ficar em casa, procurando algo pra fazer, enquanto passo que a população próxima do equador procura se ocupar fora de casa, não só para vadiar, mas para tarefas diárias. No fim das contas, o que isso quer dizer? As pessoas que procuram o que fazer em casa geralmente produzem algo com resultado satisfatório, como cozinhar, ler ou escrever um livro, esboçar um quadro, montar algo... ou mesmo estudar. E as pessoas que se mantêm ocupadas fora de casa geralmente vão prestar algum serviço, algum favor, ou mesmo se divertir. Talvez isso explique porque a população tende a ser mais inteligente nas altas latitudes, e mais divertidas e solícitas próximo do equador. Ou não.
- Um ponto a se discutir é a razão do consumo de álcool. Nos lugares mais frios, nem sempre é fácil conseguir uma casa com lareira, ou mesmo lenha para queimar e se aquecer. Porém, muito mais fácil e prático de conseguir, além de barato e abundante, é o álcool diluído ou não nas bebidas. Um exemplo muito bom, e que não deve ser seguido, é o da Rússia. Uma amostra do que ocorre por lá cotidianamente é o consumo de vodka, que para eles, é um diminutivo de água. Ou seja, na Rússia, cachaça é água sim. Assustador, não acha? Já nos lugares quentes, bebe-se por... nenhum motivo em especial. A bebida é só um pretexto para juntar os amigos e falar besteira. Enquanto que no frio bebe-se por necessidade, no calor, bebe-se pra confraternizar. Até nisso são mais simpáticos. Muito embora as conseqüências da bebida sejam iguais em qualquer lugar.

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