Blábláblá.
Uma tarde no psiquiatra
- Doutor, tenho uma teoria.
- Lá vem besteira. Diga lá.
- Eu tenho em mente que viado adora desenhar.
- Hm, algo válido. Comente a respeito.
- Pense só, doutor. Considere esses cursos que o desenho é fundamental para o andamento do curso; tipo, sei lá, cursos de moda. O senhor tem lembrança de algum estilista com a mesma opção sexual que a gente?
- Você eu não sei, mas não lembro de nenhum estilista MACHO.
- Pois é, só vejo aqueles sujeitos que vivem dando chilique, com umas peças de roupa de gosto duvidoso. Mas ninguém reclama, porque supostamente o cara é um gênio, ou então é chefe de alguma dessas grifes famosas. O senhor lembra daquele Yves Saint-Laurent, doutor?
- Ô, se lembro.
- Sem desmerecer o talendo do cara, mas era só olhar pra cara dele. Parecia que desmontava se recebesse um peteleco.
- Claro, porque você é praticamente um fisiculturista com esse corpão aí.
- É sério, doutor. Falando assim, parece até piada.
- Agora você sabe que uma coisa não implica na outra, não é? Só porque o cidadão desenha, não quer dizer necessariamente que ele corta pro outro lado!
- Mas pense no contrário, doutor. Não falo por maldade, só acho uma coincidência muito grande!
- Se você diz...
- Ainda não acredita, doutor? Vá em qualquer faculdade de arquitetura pro senhor ver! No dia-a-dia talvez nem tanto, mas experimente ir a alguma festa, ou qualquer evento que tenha álcool!
- Falou o entendido agora. Mas isso é realmente curioso.
- Porque o senhor acha que isso acontece? Porque viado adora desenhar! Precisa ver o quanto que tem de bicha na área de projeto gráfico, em atelier. Agora vá ver quantos estão em outras áreas que não envolvem desenho, necessariamente. Estranho, não acha?
- Agora vários cursos de engenharia trabalham com desenho, e não ouço falar de muitos viados por lá.
- Ah, doutor. Isso aí é outra teoria que eu tenho, viado desenhista não gosta de cálculo.
- Explique isso aí melhor.
- É o seguinte: não que desenho não tenha suas particularidades e complexidades, mas não requer um cálculo mais complicado, no máximo uma ou outra derivada, alguma multiplicação, e só. E isso em arquitetura. Em Design então, nem comento. Basta saber tirar as medidas com fita métrica. Se duvidar, um estudante de economia aprende mais cálculo em um semestre do que esse pessoal no curso inteiro.
- Plausível.
- Mas tem um tipo específico de viado que adora cálculo, que o senhor vê mais no curso de engenharia, o viado calculista.
- Olha aqui, pra quem supostamente gosta de mulher, você tá bem entendido em viado. Agora, suma da minha frente que o seu tempo acabou!
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