Depois de um longo e tenebroso... hã, outono, inverno, sei lá, o blog está de volta!
História do cotidianoSílvio realmente estava com saudades de Salvador, ainda mais agora que estava solteiro. Voltando de uma longa viagem (vadiando) pela Europa, já era hora de voltar pra casa. E, principalmente, cair na putaria.
Não demorou muito, lá estava ele em um show da Timbalada, ainda que a apresentação propriamente dita fosse a menor das preocupações de Sílvio, uma vez que uma certa morena no lugar foi o principal foco de sua atenção. Embora não tenha sido o único, diga-se. No fim das contas, após muita conversa fiada, latinhas de cerveja, cantadas de qualidade duvidosa e doses de vodka depois, ele conseguiu o telefone da morena, e só da morena, uma vez que as outras não foram tão... condescendentes assim, muitas vezes apelando pra uma violência desncessária, em sua opinião. Sílvio ficava imaginando se o show estava tão ruim assim pras moças estarem tão irritadas. Enfim.
Assim, não é de se admirar que nosso amigo estivesse cheio de marcas de mãos no rosto no dia seguinte, e isso sem falar na ressaca fenomenal. Mas ele tinha certeza que conseguira um celular na noite anterior, e isso o deixou satisfeito. Depois de se recompor, foi olhar seu celular, e...
- PUTA QUE O PARIU, eu não salvei o nome dela! Álcool dos infernos, não acredito que esqueci! Nunca mais vou beber na vida!
E ficou nisso o resto da dia. Mas tudo o que ele conseguia lembrar era quem havia dado cada um dos 19 tapas levados na noite anterior; e nenhum nome surgia.
- Não lembro de porra nenhuma, de verdade.
- Velho, essa sua amnésia alcóolica só aparece nas melhores horas, hein? - observou Farofa, enquanto conversava com o amigo pelo celular.
- E o pior de tudo é que ela tava me dando muito mole ontem! Preciso me lembrar do nome dela!
- Tem certeza que não tava com muito álcool no juízo não?
- Não, man. Mesmo em água, ainda sei diferenciar as coisas...
- Estou vendo, pela quantidade de marcas de tapa em seu rosto. De qualquer forma, tive uma idéia...
Mais tarde, uma certa menina recebe uma mensagem de um número estranhamente familiar...
"Meu amor, como vai? Estava te procurando no Face, mas não consegui te encontrar. Como é que seu nome está lá?"
- E aí, funcionou?
- Maria Clara. Eu fico besta como seus migués funcionam.
- Claro, porque o rei dos migués sou eu... e aquela história do barco?
- Esqueça isso, man...
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