Título auto-explicativo!
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis, parte 2
Segundamente, podemos realizar uma outra classificação quanto ao tipo que um determinado propagador da discórdia pode assumir:
- Aquele que semeia a discórdia: esse é tão famoso que tem uma expressão própria para suas ações, 'plantar a sementinha da discórdia'. Trata-se do indivíduo que, em um meio completamente normal e harmonioso, implanta a desconfiança e a má-fé. Fofocas com o intuito de abalar a reputação de alguém são ótimos exemplos, sejam elas reais ou não; E quando se leva a preferência sexual do indivíduo em consideração, os efeitos da semeadura costumam ser mais nefastos. Para melhor entendimento dessa situação, há algum tempo correu o boato de que um certo apresentador de um programa dominical global...mente conhecido, teria tido um suposto e breve envolvimento amoroso com um notório jogador de futebol aposentado. A imprensa de fofocas provavelmente noticiaria algo a respeito assim: "BAFÃO! Apresentador de programa dominical suspeito de estar em um affair com ex-jogador!" (em tempo, revistas de fofoca aparentemente adoram escrever "affair" em suas capas). E seguindo este exemplo, temos vários outros, como o daquele jogador que afirmou que "fingem que me pagam e eu finjo que jogo", ou então aquele outro jogador que possivelmente tem uma relação conturbada com seu cabeleireiro, considerando suas últimas mudanças de visual, dentre vários outros. Entretanto, esse tipo também se encontra presente no dia-a-dia das pessoas comuns. Por exemplo, tem aquele amigo/conhecido seu, que faz um curso de humanas bem roots, tipo Filosofia ou Ciências Sociais, ou nem tanto, como Jornalismo, que posta comentários toscos ou bestas sobre ser contra a legalização da maconha, ou dizer que a erva faz mal ao organismo, que os envolvidos deveriam ser presos etc; não está em questão se ele faz uso ou não, mas considerando o curso que faz, ele certamente quer causar. Ou então aquele seu amigo do colégio, propenso a fazer qualquer coisa na área de saúde ou biológicas pro vestibular, mas espalha por aí que vai fazer engenharia mecânica sem motivo aparente. Este tipo é, de longe, o mais comum e difundido dentre todos os propagadores.
OBS.: existe uma subespécie de semeador da discórdia, que inclusive já foi exemplificada anteriormente, porém sem receber denominação. Trata-se do causador: aquele que semeia a discórdia sem o intuito de instalar sentimentos ruins; ele só quer tirar uma onda com a cara dos outros ou zoar, fazendo algo que ele normalmente nunca faria, ou que todos sabem que ele não faria, só para se divertir com o desconforto alheio. Exemplos: o companheiro que vai pra casa do amigo e sem querer deixa o facebook aberto; prontamente, esse amigo curte várias páginas de conteúdo homossexual e compartilha imagens de cada uma (assume-se que o companheiro em questão não é gay). Ou então curte e compartilha imagens de páginas de fãs de animes, otakus e afins, o que é tão queima-filme quanto. Ou então aquele estudante azoado que se aproveita de um descuido do diretor após um pronunciamento para fazer um beatbox no microfone antes de ser pego. Bem como aquela mãe sacana que, ao deixar o filho na escola e perceber que o mesmo vai sair sem falar com ela pra não passar vergonha na frente dos amiguinhos, de imediato grita da janela do carro: "FILHO, VOCÊ SAIU SEM DAR O BEIJINHO DA MAMÃE! NEM MEU ABRAÇO VOCÊ DEU! MAS EU ACEITO DE LONGE! MANDA BEIJINHO PRA MAMÃE, VOU TIRAR FOTO DO CELULAR!" (melhor parar por aqui)
- Aquele que irriga a discórdia: esse é o tipo que se aproveita de uma situação de discórdia previamente instalada, porém não plenamente desenvolvida, e a alimenta, principalmente com histórias falsas, porém factíveis. Basicamente, é aquele sujeito que se aproveita de uma conjuntura desagradável ou desconfortável para disseminar sua arte, o que o diferencia do semeador da discórdia, que gera esse tipo de situação. No cotidiano, é conhecido como aquele que "coloca lenha na fogueira", podendo ser jornais e revistas femininas que fazem cobertura de algum fato inútil - a vida de algum jogador de futebol ou ator problemáticos. Ou os dois, ao mesmo tempo - continuamente, aparentemente mostrando uma versão sem juízo de valor, porém parcial, exatamente para queimar o cidadão e conseguir uma vendagem maior. Claramente uma atitude louvável, digna de quem não tem mais o que mostrar. Exemplos de manchetes que amplificam a merda alheia: "EXCLUSIVO, depoimento de transeunte que semi-presenciou mancada de jogador de futebol suspeito de atirar em uma das acompanhantes: 'Ele saiu da boate e foi pro carro com uma arma na mão, e começou a atirar loucamente. Foi o que deu pra ver no ônibus que eu tava". Ou: "Ator famoso é pego no flagra no beco com farinha na mão e no juízo! Tentou fugir mas não escapou de nossos flashes! Autor de novela comenta sobre caso: 'Não gasto um pingo de minha paciência com drogados'". Ou mesmo: "Apresentador com fama de bom moço é pego em blitz com a cara cheia de cachaça! Comediante que ironizou o caso dá pra trás com seus comentários!". No dia-a-dia, também temos exemplos bastante eloqüentes, como o daquele cidadão que adora organizar festas que descobriu que um de seus amigos ficou solteiro e, sendo amigo da ex também, resolve fazer uma pequena confraternização, de no máximo 20 pessoas, e termina por chamar os dois ex-pombinhos, só pra se divertir com o climão de desconforto que se instala no recinto. Ainda considerando esse cenário de recém-término, tem o cara que, ao descobrir o rompimento, posta um monte de foto de galera onde o casal ainda está junto e começa a marcá-los em todas, e ainda pede pros amigos escrotos comentarem "Porque vocês acabaram, véi? Formavam um casal tão bonito!". Ou mesmo aquele companheiro sem-noção que comenta na foto que aquele amigo galanteador nato postou dele com a namorada recém-adquirida: "Até que enfim, o galinha da galera parou de atirar pra todos os lados!". Fugindo um pouco dessa temática de relacionamentos, tem também o cara que diz, pretensiosamente, pros amigos de uma banda, que estão loucos pra fazer uma gravação profissional de suas músicas assim que conseguirem dinheiro, que uma gravadora independente, a Mushroom Records, surgida recentemente no mercado musical e muito promissora, está disposta a bancar uma gravação em seu estúdio particular. Posteriormente, os caras da banda descobrem que o estúdio da "gravadora" é na verdade um terreno baldio. Por fim, temos também o caso daquele camarada que fica mandando links e fotos de conteúdo homoerótico pro amigo gay que ainda não se assumiu pra família pelo facebook, sendo que grande parte da família em questão possui perfis na rede social.
- Aquele que colhe a discórdia: tudo o que já foi escrito até agora, todas as situações, mentiras, conversas, viadagens, picuinhas, culminam na atuação desse tipo. O que torna o colhedor da discórdia diferente dos outros é que, enquanto o semeador cria uma situação de discórdia e o irrigador a incita - importante frisar que ambos não necessariamente visualizam o resultado de suas ações -, o colhedor instala, instiga e contempla o que fez, tudo ao mesmo tempo, e preferencialmente de camarote. Claro que nem sempre esses pré-requisitos são cumpridos, mas dá pra ter uma boa idéia. Você certamente o conhece: costuma ser aquele maluco conhecido seu, que não pode ver uma briga que já chega de voadora, independente das razões ou dos envolvidos. Na imprensa temos pouco exemplos práticos, a não ser que se conte aqueles programas sensacionalistas escrotos de meio-dia, que vão pro meio do povão filmar o barraco alheio, ou que trazem o barraco pro estúdio mesmo, chamando, por exemplo, um cara que pulou a cerca com um travesti, possivelmente sem saber da desenvoltura da criatura, ou sabendo, ignorando e posteriormente negando, além de chamar o próprio travesti, que alega que o cidadão prometeu mundos e fundos para que ele/ela o acompanhasse, e, pra coroar, a mulher do cara, que já adentra o estúdio com um rolo de macarrão em mãos, restando ao apresentador "mediar a situação", nas palavras do mesmo, mas na verdade colocando mais lenha no fogo. Os exemplos práticos não fogem muito do que já foi dito, embora um ou outro seja digno de menção. Todo natal, tem aquela tia fuxiqueira que, ao perceber que duas facções da família que não se dão bem iniciam um prenúncio de barraco, ao invés de apartar a discussão, vai chamar as outras alas da família para ver o pau comer, eventualmente soltando um "puxa esse cabelo de chapinha dela!" ou um "dedo no olho não, dá duas tapa nele!", e por fim ainda manda chamar a Samu. Ou então aquele seu amigo gênio da matemática que, não obstante ter ido a Brasília conversar com o então Ministro da Ciência e Tecnologia e ter espalhado a reportagem feita a respeito displicentemente, ainda espalhou o boato de ter idealizado junto com o ministro um certo programa de intercâmbio para o ensino superior, com a finalidade de diminuir a burocracia que o impediu de estudar no estudar no exterior (nota: sim, a história é verdadeira. Não acredita? Veja o vídeo e feche sua cara: http://goo.gl/W1uBs). Pra terminar, tem aquele pertubado da escola que fica botando os amigos no esparro, particularmente quando tem algum stress entre eles: "rapaz, Rafael disse isso e isso, e que você é um maricas de não ter ido na mulher ontem! Vai deixar, é?", "Pedro disse que nunca mais te chama pra nada, que você é problema, que vai arrumar uns viados pra você que nem semana passada!", "Guto falou que se você olhar feio pra ele de novo, vai rolar merda, das grandes!". E isso porque estão todos na mesma sala de aula, com o perturbado transitando e passando o recado pra ver o couro comer no intervalo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis, parte 1
Depois de um tempão sem um guia sequer, estamos de volta!
Aproveitem essa primeira parte!
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis
Inicialmente, define-se discórdia aqui como um estado de espírito, individual ou coletivo, onde o objeto de estudo em questão encontra-se confuso, indignado, estarrecido, aborrecido, surpreso ou desconfiado em função de uma história, revelação, observação - nem sempre condizentes com a verdade, diga-se - contada por um segundo indivíduo com o intuito de deixá-lo em algum dos estados supracitados, intencionalmente ou não; porém, na maioria das vezes, intencionalmente. Quando este segundo indivíduo possui a intenção de contar uma história ou passar uma conversa de modo a alterar o estado de espírito do primeiro, diz-se que ele está propagando a discórdia.
Apesar dessa apresentação formal, a discórdia é bastante conhecida por todos; é considerada um lugar-comum na sociedade atual. Todo o tempo somos apresentados a novas histórias, causos, fofocas, seja por meio de revistas, internet, séries e programas de TV, novelas - cujos enredos nada mais são que amontoados de clichês e discórdias -, entre outros. Porém, mais importante que tudo isso são as pessoas diretamente responsáveis pela propagação da discórdia; você certamente conhece um, independente de ser próximo ou não.
A intenção desse estudo é discriminar os diversos tipos de propagadores, bem como suas intenções.
Primeiramente: quem são os propagadores de discórdia e o que pretendem de verdade. Podemos considerar dois tipos bastante específicos, a saber:
- Primeiro tipo: aquele que dissemina a discórdia com a intenção de tirar proveito da situação, de corromper mentes alheias, de instigar picuinhas e brigas no seio familiar, de destruir a reputação alheia... enfim, com más intenções. Vilãs de novela são casos clássicos, principalmente as mexicanas. Exemplos: a vilã principal, tentando salvar seu noivado arruinado com o mocinho, tenta dissuadi-lo de se envolver com a mocinha pobretona: "não se envolva com essa pobretona! Ela não te quer de verdade, só quer saber de seu dinheiro!" Ou então a faxineira fofoqueira que adora olhar pela fechadura das portas, que acabou descobrindo que a patroa anda se "engraçando" com o jardineiro e fica soltando indiretas pro patrão: "Eu daria mais atenção ao jardim, seu Flávio Raul... acho que o jardineiro anda muito ocupado fazendo outras coisas!". Fora do ambiente da ficção, temos, por exemplo, o sacana que dá em cima da gatinha mesmo sabendo que a mesma tem namorado, porém sem saber que este é faixa-preta em duas artes marciais quaisquer; ou então aquele funcionário vadio do escritório cuja única ocupação recentemente é soltar piadinhas maldosas sobre o novo funcionário do RH que, para o seu desconhecimento, recebeu a incumbência de dar notas as seus colegas de acordo com a produtividade e relações interpessoais.
- Segundo tipo: é aquela pessoa que propaga a discórdia... por propagar, pra perturbar, tirar sarro, causar constrangimento, soltar indiretas; enfim, por motivos idiotas ou por motivo nenhum, sem a intenção de lesar ou prejudicar a vítima - ou não intencionalmente, pelo menos. Por razões de ordem prática, é o tipo mais comum e conhecido, porque todo mundo tem aquele/a amigo/a inconveniente que solta os comentários mais impróprios nas horas mais indevidas diante das pessoas mais inapropriadas. Às vezes acontece de o álcool entrar e as verdades saírem, porém o mais comum é que a discórdia seja espalhada na sobriedade. Não raro, é comum que o escárnio da vítima seja motivo de diversão para os propagadores. Exemplos existem aos montes: aquele bróder novo que chega na roda de amigos tentando se enturmar, até que um deles solta: "um dos caras que está nessa roda é viado!", e outro emenda: "e todo mundo aqui sabe quem é!"; ou então aqueles dois caras à distância na praia na excursão do colégio, bebendo um líquido não-identificado advindo de uma garrafa cujo conteúdo não pode ser visualizado - por acaso, ambos são menores de idade -, até que são abordados por um terceiro indivíduo, perguntando o que estão bebendo. "É suco! Bebe aí, maluco! Mas vá devagar porque tá muito doce!", e depois disso este terceiro indivíduo passa as horas subsequentes rindo em voz alta, falando besteira e tropeçando nos próprios pés; ou mesmo o colega do colégio que, ao notar que tem um pessoal entrando no auditório do andar, pergunta pro bróder mentiroso, na inocência: "o que tá rolando no auditório agora?" e ouve como resposta: "é um coquetel, aberto pra todo mundo! Acho que tem uns salgados ótimos lá dentro!", só pra descobrir que, na verdade, é uma reunião dos monitores e professores sobre a conduta inadequada dos estudantes, e que, o que é pior, não havia nenhum salgado.
Aproveitem essa primeira parte!
Discurso sobre a Propagação da Discórdia e seus responsáveis
Inicialmente, define-se discórdia aqui como um estado de espírito, individual ou coletivo, onde o objeto de estudo em questão encontra-se confuso, indignado, estarrecido, aborrecido, surpreso ou desconfiado em função de uma história, revelação, observação - nem sempre condizentes com a verdade, diga-se - contada por um segundo indivíduo com o intuito de deixá-lo em algum dos estados supracitados, intencionalmente ou não; porém, na maioria das vezes, intencionalmente. Quando este segundo indivíduo possui a intenção de contar uma história ou passar uma conversa de modo a alterar o estado de espírito do primeiro, diz-se que ele está propagando a discórdia.
Apesar dessa apresentação formal, a discórdia é bastante conhecida por todos; é considerada um lugar-comum na sociedade atual. Todo o tempo somos apresentados a novas histórias, causos, fofocas, seja por meio de revistas, internet, séries e programas de TV, novelas - cujos enredos nada mais são que amontoados de clichês e discórdias -, entre outros. Porém, mais importante que tudo isso são as pessoas diretamente responsáveis pela propagação da discórdia; você certamente conhece um, independente de ser próximo ou não.
A intenção desse estudo é discriminar os diversos tipos de propagadores, bem como suas intenções.
Primeiramente: quem são os propagadores de discórdia e o que pretendem de verdade. Podemos considerar dois tipos bastante específicos, a saber:
- Primeiro tipo: aquele que dissemina a discórdia com a intenção de tirar proveito da situação, de corromper mentes alheias, de instigar picuinhas e brigas no seio familiar, de destruir a reputação alheia... enfim, com más intenções. Vilãs de novela são casos clássicos, principalmente as mexicanas. Exemplos: a vilã principal, tentando salvar seu noivado arruinado com o mocinho, tenta dissuadi-lo de se envolver com a mocinha pobretona: "não se envolva com essa pobretona! Ela não te quer de verdade, só quer saber de seu dinheiro!" Ou então a faxineira fofoqueira que adora olhar pela fechadura das portas, que acabou descobrindo que a patroa anda se "engraçando" com o jardineiro e fica soltando indiretas pro patrão: "Eu daria mais atenção ao jardim, seu Flávio Raul... acho que o jardineiro anda muito ocupado fazendo outras coisas!". Fora do ambiente da ficção, temos, por exemplo, o sacana que dá em cima da gatinha mesmo sabendo que a mesma tem namorado, porém sem saber que este é faixa-preta em duas artes marciais quaisquer; ou então aquele funcionário vadio do escritório cuja única ocupação recentemente é soltar piadinhas maldosas sobre o novo funcionário do RH que, para o seu desconhecimento, recebeu a incumbência de dar notas as seus colegas de acordo com a produtividade e relações interpessoais.
- Segundo tipo: é aquela pessoa que propaga a discórdia... por propagar, pra perturbar, tirar sarro, causar constrangimento, soltar indiretas; enfim, por motivos idiotas ou por motivo nenhum, sem a intenção de lesar ou prejudicar a vítima - ou não intencionalmente, pelo menos. Por razões de ordem prática, é o tipo mais comum e conhecido, porque todo mundo tem aquele/a amigo/a inconveniente que solta os comentários mais impróprios nas horas mais indevidas diante das pessoas mais inapropriadas. Às vezes acontece de o álcool entrar e as verdades saírem, porém o mais comum é que a discórdia seja espalhada na sobriedade. Não raro, é comum que o escárnio da vítima seja motivo de diversão para os propagadores. Exemplos existem aos montes: aquele bróder novo que chega na roda de amigos tentando se enturmar, até que um deles solta: "um dos caras que está nessa roda é viado!", e outro emenda: "e todo mundo aqui sabe quem é!"; ou então aqueles dois caras à distância na praia na excursão do colégio, bebendo um líquido não-identificado advindo de uma garrafa cujo conteúdo não pode ser visualizado - por acaso, ambos são menores de idade -, até que são abordados por um terceiro indivíduo, perguntando o que estão bebendo. "É suco! Bebe aí, maluco! Mas vá devagar porque tá muito doce!", e depois disso este terceiro indivíduo passa as horas subsequentes rindo em voz alta, falando besteira e tropeçando nos próprios pés; ou mesmo o colega do colégio que, ao notar que tem um pessoal entrando no auditório do andar, pergunta pro bróder mentiroso, na inocência: "o que tá rolando no auditório agora?" e ouve como resposta: "é um coquetel, aberto pra todo mundo! Acho que tem uns salgados ótimos lá dentro!", só pra descobrir que, na verdade, é uma reunião dos monitores e professores sobre a conduta inadequada dos estudantes, e que, o que é pior, não havia nenhum salgado.
domingo, 14 de outubro de 2012
História do cotidiano
Tá um pouco grande, mas vale a pena, gente! Espero que gostem!
História do cotidiano
- Uma festa, é? Como vai ser esse esquema aí?
- Sei lá, véi. Depois de uma semana inteira de palestras e mini-cursos, quero mais é ficar nu.
Depois de uma semana que mais pareceu um mês, finalmente a Semana de Engenharia da UFS tinha acabado.
- Porra, e a organização só anuncia festa no final. Bem que podia ter uma durante a semana, não acham?
- Isso não ia dar certo. Ia terminar que nem um congresso da vida, que todo mundo enche a cara de madrugada, e dorme durante a parte acadêmica.
- E isso é ruim? Bem que eu queria ter um bom motivo pra dormir naquela palestra de Termodinâmica Aplicada!
- Sim... já assinamos nossos nomes, podemos ir? Quero beber.
E os três saíram do auditório, sendo seguidos por toda a fileira ao lado deles, e ignorando sumariamente o piti do palestrante.
- Sílvio, fale com sua prima da festa! Agora que ela fez 18 anos, vai querer se passar junto com a gente!
- Com a gente uma porra, Ana. Me tire desse bolo. Não fui eu que fiquei bebo e dancei na marcha do ônibus quando o motorista parou no fim de linha anteontem!
- Esqueça isso! E aí, vamos onde hoje? Acho que o Victor pode dar uma volta com a gente hoje!
- Não era ele só andava cheio de coisa pra fazer, que o escritório estava consumindo a vida social dele?
- Acho difícil, Guto... ele sempre foi muito organizado, duvido que tenha deixado acumulado tanto serviço.
- Se é assim, ele bem que podia ir com a gente pra festa amanhã!
- Não sei... ele não curte muito essas coisas, sair tarde pra festa, balada. Ele nem bebe direito, só lembro de tê-lo visto alto uma única vez.
- Não é o advogado? Eu lembro de você ter dito que ele era virado na cachaça! Se passou e as porra em um forró lá do interior, que a cerveja era de graça!
- Ah não, esse daí é meu ex...
- Já vi que você adora a companhia de advogados. Eu faço engenharia, mas faço direito!
- Falando em fazer direito... Juliana já descobriu quem foi que "visitou" a barraca dela ontem de madrugada?
- Oxe, como é que ela não sabe?
- Acho que ela estava visitando outra barraca na ocasião... e largou a dela aberta.
- Que situação. Deixaram algum presente pra ela lá?
- Rapaz, ela me disse que nem olhou e nem vai fazer isso, pra não tomar susto. Disse que vai entregar do jeito que está.
- Climão o dela, pegou a barraca emprestada, deixou aberta, a galera fez uso e não vai fazer nem uma limpeza de leve...
- Enfim, vamos procurar saber dessa festa agora à noite!
Mais tarde...
- Festa sensual? Como assim?
- Aparentemente em trajes sumários, mínimos ou sugestivos. Curti a idéia.
- E você pretende ir como, Sílvio? Toda vez que você ficava em água, ameaçava ficar nu, e só ameaçava. Quer ir de sunga, por acaso?
- Taí, porque não? Vou fazer um trato com os machos aqui, todo mundo tem que ir e ficar só de sunga!
E nisso, Victor tinha acabado de chegar com Ana.
- E aí, gente? Já acabou a Semana de Engenharia pra vocês, não foi?
- Na verdade, tem uma festa de encerramento hoje, e você está convidado a ir!
- Ah, nem sei se rola... nem tô na vibe.
- Bora, Victor. Já conversamos sobre isso lá em sua casa! Vai ser resenha pura!
- Ana tava falando de sua fama de bom moço! Deixe disso, rapá! Ninguém lá te conhece, você pode se passar à vontade!
- Sei lá, acho que não vou ficar à vontade...
- Que nada, é só encher a cara que você caga pra todo mundo! Você não vai nem lembrar depois!
- Fora que eu não posso ir pra esses lugares. Eu sou um advogado de respeito! Só agora consegui me estabelecer no escritório onde estou trabalhando, tenho uma reputação a zelar!
- Mimimimimi.
E passaram a tarde tentando persuadir o cidadão. Só pararam quando a prima de Sílvio apareceu com a roupa de ir pra festa: uma fantasia de diabinha.
- Meu Deus, Marizinha! Você vai sensualizar todo mundo lá!
- Espero que tenha álcool nessa festa, isso sim! Passei 18 sem beber, quero tirar o atraso! Vão se arrumar que não quero perder a festa!
Assim, à noite, a organização disponibilizou alguns ônibus pra todos irem à festa. E naturalmente, o pessoal estava esperando Sílvio chegar.
- Sempre o úlitmo a se arrumar! Se enrolação matasse, você já teria morrido mais de uma vez!
- Me salte, Ana! Cadê Victor?
- Foi comprar uns engovs pra agora à noite...
- Ele é alguma moça? Demorei porque passei no supermercado pra comprar isso aqui - e mostrou um saco com três vodkas de qualidade duvidosa dentro.
- Não é daquelas da garrafa de plástico não, né?
- Você quer me fuder, então me beije. Mas essa daqui tava na promoção, é perfeita!
- Vamos entrar logo que esse é o último ônibus!
Aparentemente, o lugar era bem longe, porque passaram pelo menos meia hora no ônibus. Assim sendo, não perderam tempo.
- Eu aposto 10 reais que você não vira essa garrafa!
- Agora que você fala isso, né? Na sua vez, "o advogado de respeito" não teve bolas pra tomar duas doses!
- Ô primo, acho uma boa idéia você ficar de olho em Ana... ela já começou a fazer pole dance ali no ferro, e tem um cearense comendo ela... com os olhos.
- CLIMA BOM O DESSE BUZU! Vou ali me juntar a ela, pro cearense ficar com ciúmes!
Nisso que Ana voltou pra junto do pessoal, o cearense foi junto, e começou a puxar umas conversas estranhas.
- Mas as coisas são muito caras aqui, véi. O custo de vida lá é assim, ó! Quer saber quanto que custa uma garrafa dessas lá em Fortaleza?
- Não, maluco.
- A metade do preço daqui! Um absurdo! Fui comprar umas cana pra ficar louco nessa festa, não deu pra metade! Aliás, lá em Fortaleza é tudo mais barato que aqui, e...
Aí Victor, que até então estava apenas falando besteira com Guto, virou pro cidadão e:
- Ô MERMÃO! Você faz engenharia ou economia, porra? Fica aí reclamando do preço das coisas aqui em Sergipe, pra que veio pra cá, então? Volte pra sua merda de cidade e enfie um macaco no cu!
Silêncio constrangedor no ônibus. Com a exceção de Guto e Sílvio, que rolavam de rir em silêncio.
- Man, eu vou me divertir com esse maluco com álcool no juízo logo mais. Sinto isso!
Pois bem. A festa era em uma fazenda consideravelmente distante da cidade, uma vez que foi o tempo de duas garrafas e meia de vodka terem sido consumidas. O pessoal decidiu matar a última garrafa antes de entrar. E enquanto todos tomaram um gole com um esforço enorme, Victor simplesmente entornou o que restava e entrou. Sílvio e Mari se entreolharam com um sorriso maliciosos, e Guto perguntou a Ana:
- Ele já esteve assim alguma vez antes? Eu acho que não...
- Rapaz, ainda estou de cara com aquele grito que ele deu no buzu. Principalmente porque foi no meu ouvido. Estou preocupada, mas ao mesmo tempo sinto que vou rir muito essa noite.
- Pelo visto todos pensamos a mesma coisa. Deixa lá, daqui a pouco ele aparece de novo.
Meia hora depois:
- Que merda, Sílvio! Desde o primeiro dia nessa cidade você ameaça tirar a porra da roupa e ficar só de sunga! Quer ficar nu, fique! Só não encha mais meu saco com essa conversa!
- Você ficaí falando, mas tá de sunga também! Quero ver se aquele sacana veio de sunga também...
E nesse momento, começa a tocar o pagodão, e surge Victor, loucasso, e só de sunga!
- Ahhhhh Victor! Seu clima é o melhor do universo! E aquela conversa de ser um advogado de respeito?
- Com uma reputação a zelar? Com medo de fazer merda na frente dos outros?
- Ah, foda-se! Ninguém aqui me conhece! TÔ DE BOA!
Dizendo isso, se jogou na piscina que ficava próxima do som.
- Véi. Cadê Ana pra presenciar essa cena?
- Deve estar perdida nos mato aí, com aquele cearense. E por sinal, cadê Marizinha?
- IH, caralho! Sabia que tinha esquecido de alguma coisa!
- Deve estar perdida nos mato também. Deixa a menina, rapá. Acabou de fazer 18, tá na época de fazer merda...
Dito isso, aparece ela, com a fantasia toda em desalinho.
- Porra é essa, véi? Quando Guto falou dos mato, não imaginei que ele estivesse falando sério!
- Tem um menino da delegação de vocês, eu acho, estava muito engraçado com aquela roupa toda coladinha! Mas ele me soltou um "TE QUIERO MUCHO" que eu não resisiti.
- Dezoitão em alto estilo, hein?
- Mas sim, teve alguém que se jogou na piscina? Perdi tanta coisa da festa assim?
- Não, imagina...
- Alguém trouxe máquina? Não? Namoral, eu preciso me lembrar dessa festa depois pra deixar registrado... Sílvio, quando chegarmos em sua casa, me lembre de pegar papel e caneta pra escrever isso! Hã? Cadê ele?
- Acho que ele foi cair na piscina também... ou então se envolver com alguma ruiva.
- Só tem maluco nessa porra. Enfim, Marizinha, você se importa de segurar minha carteira? - e tirou as calças pra cair na piscina também.
História do cotidiano
- Uma festa, é? Como vai ser esse esquema aí?
- Sei lá, véi. Depois de uma semana inteira de palestras e mini-cursos, quero mais é ficar nu.
Depois de uma semana que mais pareceu um mês, finalmente a Semana de Engenharia da UFS tinha acabado.
- Porra, e a organização só anuncia festa no final. Bem que podia ter uma durante a semana, não acham?
- Isso não ia dar certo. Ia terminar que nem um congresso da vida, que todo mundo enche a cara de madrugada, e dorme durante a parte acadêmica.
- E isso é ruim? Bem que eu queria ter um bom motivo pra dormir naquela palestra de Termodinâmica Aplicada!
- Sim... já assinamos nossos nomes, podemos ir? Quero beber.
E os três saíram do auditório, sendo seguidos por toda a fileira ao lado deles, e ignorando sumariamente o piti do palestrante.
- Sílvio, fale com sua prima da festa! Agora que ela fez 18 anos, vai querer se passar junto com a gente!
- Com a gente uma porra, Ana. Me tire desse bolo. Não fui eu que fiquei bebo e dancei na marcha do ônibus quando o motorista parou no fim de linha anteontem!
- Esqueça isso! E aí, vamos onde hoje? Acho que o Victor pode dar uma volta com a gente hoje!
- Não era ele só andava cheio de coisa pra fazer, que o escritório estava consumindo a vida social dele?
- Acho difícil, Guto... ele sempre foi muito organizado, duvido que tenha deixado acumulado tanto serviço.
- Se é assim, ele bem que podia ir com a gente pra festa amanhã!
- Não sei... ele não curte muito essas coisas, sair tarde pra festa, balada. Ele nem bebe direito, só lembro de tê-lo visto alto uma única vez.
- Não é o advogado? Eu lembro de você ter dito que ele era virado na cachaça! Se passou e as porra em um forró lá do interior, que a cerveja era de graça!
- Ah não, esse daí é meu ex...
- Já vi que você adora a companhia de advogados. Eu faço engenharia, mas faço direito!
- Falando em fazer direito... Juliana já descobriu quem foi que "visitou" a barraca dela ontem de madrugada?
- Oxe, como é que ela não sabe?
- Acho que ela estava visitando outra barraca na ocasião... e largou a dela aberta.
- Que situação. Deixaram algum presente pra ela lá?
- Rapaz, ela me disse que nem olhou e nem vai fazer isso, pra não tomar susto. Disse que vai entregar do jeito que está.
- Climão o dela, pegou a barraca emprestada, deixou aberta, a galera fez uso e não vai fazer nem uma limpeza de leve...
- Enfim, vamos procurar saber dessa festa agora à noite!
Mais tarde...
- Festa sensual? Como assim?
- Aparentemente em trajes sumários, mínimos ou sugestivos. Curti a idéia.
- E você pretende ir como, Sílvio? Toda vez que você ficava em água, ameaçava ficar nu, e só ameaçava. Quer ir de sunga, por acaso?
- Taí, porque não? Vou fazer um trato com os machos aqui, todo mundo tem que ir e ficar só de sunga!
E nisso, Victor tinha acabado de chegar com Ana.
- E aí, gente? Já acabou a Semana de Engenharia pra vocês, não foi?
- Na verdade, tem uma festa de encerramento hoje, e você está convidado a ir!
- Ah, nem sei se rola... nem tô na vibe.
- Bora, Victor. Já conversamos sobre isso lá em sua casa! Vai ser resenha pura!
- Ana tava falando de sua fama de bom moço! Deixe disso, rapá! Ninguém lá te conhece, você pode se passar à vontade!
- Sei lá, acho que não vou ficar à vontade...
- Que nada, é só encher a cara que você caga pra todo mundo! Você não vai nem lembrar depois!
- Fora que eu não posso ir pra esses lugares. Eu sou um advogado de respeito! Só agora consegui me estabelecer no escritório onde estou trabalhando, tenho uma reputação a zelar!
- Mimimimimi.
E passaram a tarde tentando persuadir o cidadão. Só pararam quando a prima de Sílvio apareceu com a roupa de ir pra festa: uma fantasia de diabinha.
- Meu Deus, Marizinha! Você vai sensualizar todo mundo lá!
- Espero que tenha álcool nessa festa, isso sim! Passei 18 sem beber, quero tirar o atraso! Vão se arrumar que não quero perder a festa!
Assim, à noite, a organização disponibilizou alguns ônibus pra todos irem à festa. E naturalmente, o pessoal estava esperando Sílvio chegar.
- Sempre o úlitmo a se arrumar! Se enrolação matasse, você já teria morrido mais de uma vez!
- Me salte, Ana! Cadê Victor?
- Foi comprar uns engovs pra agora à noite...
- Ele é alguma moça? Demorei porque passei no supermercado pra comprar isso aqui - e mostrou um saco com três vodkas de qualidade duvidosa dentro.
- Não é daquelas da garrafa de plástico não, né?
- Você quer me fuder, então me beije. Mas essa daqui tava na promoção, é perfeita!
- Vamos entrar logo que esse é o último ônibus!
Aparentemente, o lugar era bem longe, porque passaram pelo menos meia hora no ônibus. Assim sendo, não perderam tempo.
- Eu aposto 10 reais que você não vira essa garrafa!
- Agora que você fala isso, né? Na sua vez, "o advogado de respeito" não teve bolas pra tomar duas doses!
- Ô primo, acho uma boa idéia você ficar de olho em Ana... ela já começou a fazer pole dance ali no ferro, e tem um cearense comendo ela... com os olhos.
- CLIMA BOM O DESSE BUZU! Vou ali me juntar a ela, pro cearense ficar com ciúmes!
Nisso que Ana voltou pra junto do pessoal, o cearense foi junto, e começou a puxar umas conversas estranhas.
- Mas as coisas são muito caras aqui, véi. O custo de vida lá é assim, ó! Quer saber quanto que custa uma garrafa dessas lá em Fortaleza?
- Não, maluco.
- A metade do preço daqui! Um absurdo! Fui comprar umas cana pra ficar louco nessa festa, não deu pra metade! Aliás, lá em Fortaleza é tudo mais barato que aqui, e...
Aí Victor, que até então estava apenas falando besteira com Guto, virou pro cidadão e:
- Ô MERMÃO! Você faz engenharia ou economia, porra? Fica aí reclamando do preço das coisas aqui em Sergipe, pra que veio pra cá, então? Volte pra sua merda de cidade e enfie um macaco no cu!
Silêncio constrangedor no ônibus. Com a exceção de Guto e Sílvio, que rolavam de rir em silêncio.
- Man, eu vou me divertir com esse maluco com álcool no juízo logo mais. Sinto isso!
Pois bem. A festa era em uma fazenda consideravelmente distante da cidade, uma vez que foi o tempo de duas garrafas e meia de vodka terem sido consumidas. O pessoal decidiu matar a última garrafa antes de entrar. E enquanto todos tomaram um gole com um esforço enorme, Victor simplesmente entornou o que restava e entrou. Sílvio e Mari se entreolharam com um sorriso maliciosos, e Guto perguntou a Ana:
- Ele já esteve assim alguma vez antes? Eu acho que não...
- Rapaz, ainda estou de cara com aquele grito que ele deu no buzu. Principalmente porque foi no meu ouvido. Estou preocupada, mas ao mesmo tempo sinto que vou rir muito essa noite.
- Pelo visto todos pensamos a mesma coisa. Deixa lá, daqui a pouco ele aparece de novo.
Meia hora depois:
- Que merda, Sílvio! Desde o primeiro dia nessa cidade você ameaça tirar a porra da roupa e ficar só de sunga! Quer ficar nu, fique! Só não encha mais meu saco com essa conversa!
- Você ficaí falando, mas tá de sunga também! Quero ver se aquele sacana veio de sunga também...
E nesse momento, começa a tocar o pagodão, e surge Victor, loucasso, e só de sunga!
- Ahhhhh Victor! Seu clima é o melhor do universo! E aquela conversa de ser um advogado de respeito?
- Com uma reputação a zelar? Com medo de fazer merda na frente dos outros?
- Ah, foda-se! Ninguém aqui me conhece! TÔ DE BOA!
Dizendo isso, se jogou na piscina que ficava próxima do som.
- Véi. Cadê Ana pra presenciar essa cena?
- Deve estar perdida nos mato aí, com aquele cearense. E por sinal, cadê Marizinha?
- IH, caralho! Sabia que tinha esquecido de alguma coisa!
- Deve estar perdida nos mato também. Deixa a menina, rapá. Acabou de fazer 18, tá na época de fazer merda...
Dito isso, aparece ela, com a fantasia toda em desalinho.
- Porra é essa, véi? Quando Guto falou dos mato, não imaginei que ele estivesse falando sério!
- Tem um menino da delegação de vocês, eu acho, estava muito engraçado com aquela roupa toda coladinha! Mas ele me soltou um "TE QUIERO MUCHO" que eu não resisiti.
- Dezoitão em alto estilo, hein?
- Mas sim, teve alguém que se jogou na piscina? Perdi tanta coisa da festa assim?
- Não, imagina...
- Alguém trouxe máquina? Não? Namoral, eu preciso me lembrar dessa festa depois pra deixar registrado... Sílvio, quando chegarmos em sua casa, me lembre de pegar papel e caneta pra escrever isso! Hã? Cadê ele?
- Acho que ele foi cair na piscina também... ou então se envolver com alguma ruiva.
- Só tem maluco nessa porra. Enfim, Marizinha, você se importa de segurar minha carteira? - e tirou as calças pra cair na piscina também.
sábado, 4 de agosto de 2012
História do cotidiano
Depois de um longo e tenebroso... hã, outono, inverno, sei lá, o blog está de volta!
História do cotidianoSílvio realmente estava com saudades de Salvador, ainda mais agora que estava solteiro. Voltando de uma longa viagem (vadiando) pela Europa, já era hora de voltar pra casa. E, principalmente, cair na putaria.
Não demorou muito, lá estava ele em um show da Timbalada, ainda que a apresentação propriamente dita fosse a menor das preocupações de Sílvio, uma vez que uma certa morena no lugar foi o principal foco de sua atenção. Embora não tenha sido o único, diga-se. No fim das contas, após muita conversa fiada, latinhas de cerveja, cantadas de qualidade duvidosa e doses de vodka depois, ele conseguiu o telefone da morena, e só da morena, uma vez que as outras não foram tão... condescendentes assim, muitas vezes apelando pra uma violência desncessária, em sua opinião. Sílvio ficava imaginando se o show estava tão ruim assim pras moças estarem tão irritadas. Enfim.
Assim, não é de se admirar que nosso amigo estivesse cheio de marcas de mãos no rosto no dia seguinte, e isso sem falar na ressaca fenomenal. Mas ele tinha certeza que conseguira um celular na noite anterior, e isso o deixou satisfeito. Depois de se recompor, foi olhar seu celular, e...
- PUTA QUE O PARIU, eu não salvei o nome dela! Álcool dos infernos, não acredito que esqueci! Nunca mais vou beber na vida!
E ficou nisso o resto da dia. Mas tudo o que ele conseguia lembrar era quem havia dado cada um dos 19 tapas levados na noite anterior; e nenhum nome surgia.
- Não lembro de porra nenhuma, de verdade.
- Velho, essa sua amnésia alcóolica só aparece nas melhores horas, hein? - observou Farofa, enquanto conversava com o amigo pelo celular.
- E o pior de tudo é que ela tava me dando muito mole ontem! Preciso me lembrar do nome dela!
- Tem certeza que não tava com muito álcool no juízo não?
- Não, man. Mesmo em água, ainda sei diferenciar as coisas...
- Estou vendo, pela quantidade de marcas de tapa em seu rosto. De qualquer forma, tive uma idéia...
Mais tarde, uma certa menina recebe uma mensagem de um número estranhamente familiar...
"Meu amor, como vai? Estava te procurando no Face, mas não consegui te encontrar. Como é que seu nome está lá?"
- E aí, funcionou?
- Maria Clara. Eu fico besta como seus migués funcionam.
- Claro, porque o rei dos migués sou eu... e aquela história do barco?
- Esqueça isso, man...
História do cotidianoSílvio realmente estava com saudades de Salvador, ainda mais agora que estava solteiro. Voltando de uma longa viagem (vadiando) pela Europa, já era hora de voltar pra casa. E, principalmente, cair na putaria.
Não demorou muito, lá estava ele em um show da Timbalada, ainda que a apresentação propriamente dita fosse a menor das preocupações de Sílvio, uma vez que uma certa morena no lugar foi o principal foco de sua atenção. Embora não tenha sido o único, diga-se. No fim das contas, após muita conversa fiada, latinhas de cerveja, cantadas de qualidade duvidosa e doses de vodka depois, ele conseguiu o telefone da morena, e só da morena, uma vez que as outras não foram tão... condescendentes assim, muitas vezes apelando pra uma violência desncessária, em sua opinião. Sílvio ficava imaginando se o show estava tão ruim assim pras moças estarem tão irritadas. Enfim.
Assim, não é de se admirar que nosso amigo estivesse cheio de marcas de mãos no rosto no dia seguinte, e isso sem falar na ressaca fenomenal. Mas ele tinha certeza que conseguira um celular na noite anterior, e isso o deixou satisfeito. Depois de se recompor, foi olhar seu celular, e...
- PUTA QUE O PARIU, eu não salvei o nome dela! Álcool dos infernos, não acredito que esqueci! Nunca mais vou beber na vida!
E ficou nisso o resto da dia. Mas tudo o que ele conseguia lembrar era quem havia dado cada um dos 19 tapas levados na noite anterior; e nenhum nome surgia.
- Não lembro de porra nenhuma, de verdade.
- Velho, essa sua amnésia alcóolica só aparece nas melhores horas, hein? - observou Farofa, enquanto conversava com o amigo pelo celular.
- E o pior de tudo é que ela tava me dando muito mole ontem! Preciso me lembrar do nome dela!
- Tem certeza que não tava com muito álcool no juízo não?
- Não, man. Mesmo em água, ainda sei diferenciar as coisas...
- Estou vendo, pela quantidade de marcas de tapa em seu rosto. De qualquer forma, tive uma idéia...
Mais tarde, uma certa menina recebe uma mensagem de um número estranhamente familiar...
"Meu amor, como vai? Estava te procurando no Face, mas não consegui te encontrar. Como é que seu nome está lá?"
- E aí, funcionou?
- Maria Clara. Eu fico besta como seus migués funcionam.
- Claro, porque o rei dos migués sou eu... e aquela história do barco?
- Esqueça isso, man...
sábado, 3 de março de 2012
Reflexão sobre os bailes de formatura
Enfim, um post sério.
Reflexão sobre os bailes de formatura
Decidamente há uma atmosfera estranha nos dias entre a última aula na faculdade, a última prova, a missa, a colação de grau, e por fim, o baile. Possivelmente uma sensação de "cair na real", de nunca mais ter que assistir as aulas desse ou daquele professor FDP, de nunca mais passar pela tensão de receber uma prova, de nunca mais ir pro bar da faculdade após o resultado final do semestre, de passar por uma solenidade juntos, e, finalmente, participar da última festa em que serão chamados de formandos.
É difícil descrever como uma turma se comporta diante dessas situações, e ainda mais difícil dizer o que cada um sente nessas horas. Há aqueles que vivem em um constante coma alcóolico que dura até o dia seguinte ao baile, com a ressaca; outras já começam a chorar na última prova, e sabe-se lá quando irão parar; alguns estão surpresos por terem conseguido se formar no período correto, enquanto que outros estão mais felizes por não terem sido jubilados, não vendo a hora de se livrar da faculdade - enfim, há casos e casos. Mas é indiscutível que a saudade se instala na maioria durante esse período. Os olhares saudosos na missa e a emoção contida na colação de grau - mesmo quem não fez parte do convívio, da rotina dos formandos consegue perceber, imagine então quem fez. Talvez seja o momento onde as várias lembranças, histórias e causos vêm à tona.
E por última, porém não menos importante, vem o baile de formatura, por definição a apoteose ao término da vida acadêmica. Aqui não há espaço para a saudade - pode até estar presente, porém muito bem camuflada sob os sorrisos, abraços e toda aquela cumplicidade que está estampada no rosto de cada um presente. Também é aquele momento constrangedor onde familiares e amigos se reúnem em volta do seu respectivo formando para distribuir tapinhas nas costas e abraços exageradamente afetuosos, e também para dizer coisas como "mais uma etapa vencida!", ou "daqui pra frente só piora!", ou até mesmo "mais um doutor na família!". Não há porque culpá-los por isso; cada um com a sua forma de expressar o orgulho que sente. Afinal, eram esses amigos e familiares que estavam lá, dando suporte, consolo, ajuda nos momentos certos. E o formando certamente lembra desses momentos, que não devem ter sido poucos.
No fim das contas, entretanto, a festa propriamente dita é mesmo dos formandos. Por mais que cada um tenha chamado parentes e amigos para prestigiar e também como uma forma de agradecimento, é pouco provável que eles entendam o que realmente se passa na cabeça de cada formando. Só cada um sabe tudo o que passou para chegar até ali, quantas coisas deixou de fazer, as dores de cabeça intermináveis, as madrugadas sem dormir por causa de estudos e trabalhos deixados para a última hora... enfim, toda uma miríade de obstáculos que, quando superados, oferecem um vislumbre de superação no fim de cada semestre, e portanto, uma sensação de conquista no baile. Por mais que os formandos fiquem de saco cheio de receber tapinhas nas costas de cada convidado, lá no fundo eles gostam, principalmente porque isso de fato representa a sensação de dever cumprido. Por causa disso, a festa é só sorrisos, fotos, abraços, só alegria. Nada melhor que dividir esse momento com todos aqueles que conviveram por tanto tempo na vida acadêmica, com todos os altos e baixos possíveis e imagináveis.
Talvez seja uma das ocasiões mais importantes na vida estudantil de uma pessoa. Na formatura de ensino médio, a pessoa percebe, que entrou como uma criança e saiu como um jovem a perseguir sonhos diversos, e então vem a formatura da faculdade, onde entrou como um ex-vestibulando comemorando a aprovação, para sair como um adulto, cheio de projetos a seguir e metas a cumprir - se os fará, é uma outra história. Enfim, são festas únicas, cada um ao seu modo. Mas tudo o que cerca o baile de formatura certamente é o que o torna mais interessante - e provavelmente o que a tornará a mais memorável para a posteridade.
Para Débora.
Reflexão sobre os bailes de formatura
Decidamente há uma atmosfera estranha nos dias entre a última aula na faculdade, a última prova, a missa, a colação de grau, e por fim, o baile. Possivelmente uma sensação de "cair na real", de nunca mais ter que assistir as aulas desse ou daquele professor FDP, de nunca mais passar pela tensão de receber uma prova, de nunca mais ir pro bar da faculdade após o resultado final do semestre, de passar por uma solenidade juntos, e, finalmente, participar da última festa em que serão chamados de formandos.
É difícil descrever como uma turma se comporta diante dessas situações, e ainda mais difícil dizer o que cada um sente nessas horas. Há aqueles que vivem em um constante coma alcóolico que dura até o dia seguinte ao baile, com a ressaca; outras já começam a chorar na última prova, e sabe-se lá quando irão parar; alguns estão surpresos por terem conseguido se formar no período correto, enquanto que outros estão mais felizes por não terem sido jubilados, não vendo a hora de se livrar da faculdade - enfim, há casos e casos. Mas é indiscutível que a saudade se instala na maioria durante esse período. Os olhares saudosos na missa e a emoção contida na colação de grau - mesmo quem não fez parte do convívio, da rotina dos formandos consegue perceber, imagine então quem fez. Talvez seja o momento onde as várias lembranças, histórias e causos vêm à tona.
E por última, porém não menos importante, vem o baile de formatura, por definição a apoteose ao término da vida acadêmica. Aqui não há espaço para a saudade - pode até estar presente, porém muito bem camuflada sob os sorrisos, abraços e toda aquela cumplicidade que está estampada no rosto de cada um presente. Também é aquele momento constrangedor onde familiares e amigos se reúnem em volta do seu respectivo formando para distribuir tapinhas nas costas e abraços exageradamente afetuosos, e também para dizer coisas como "mais uma etapa vencida!", ou "daqui pra frente só piora!", ou até mesmo "mais um doutor na família!". Não há porque culpá-los por isso; cada um com a sua forma de expressar o orgulho que sente. Afinal, eram esses amigos e familiares que estavam lá, dando suporte, consolo, ajuda nos momentos certos. E o formando certamente lembra desses momentos, que não devem ter sido poucos.
No fim das contas, entretanto, a festa propriamente dita é mesmo dos formandos. Por mais que cada um tenha chamado parentes e amigos para prestigiar e também como uma forma de agradecimento, é pouco provável que eles entendam o que realmente se passa na cabeça de cada formando. Só cada um sabe tudo o que passou para chegar até ali, quantas coisas deixou de fazer, as dores de cabeça intermináveis, as madrugadas sem dormir por causa de estudos e trabalhos deixados para a última hora... enfim, toda uma miríade de obstáculos que, quando superados, oferecem um vislumbre de superação no fim de cada semestre, e portanto, uma sensação de conquista no baile. Por mais que os formandos fiquem de saco cheio de receber tapinhas nas costas de cada convidado, lá no fundo eles gostam, principalmente porque isso de fato representa a sensação de dever cumprido. Por causa disso, a festa é só sorrisos, fotos, abraços, só alegria. Nada melhor que dividir esse momento com todos aqueles que conviveram por tanto tempo na vida acadêmica, com todos os altos e baixos possíveis e imagináveis.
Talvez seja uma das ocasiões mais importantes na vida estudantil de uma pessoa. Na formatura de ensino médio, a pessoa percebe, que entrou como uma criança e saiu como um jovem a perseguir sonhos diversos, e então vem a formatura da faculdade, onde entrou como um ex-vestibulando comemorando a aprovação, para sair como um adulto, cheio de projetos a seguir e metas a cumprir - se os fará, é uma outra história. Enfim, são festas únicas, cada um ao seu modo. Mas tudo o que cerca o baile de formatura certamente é o que o torna mais interessante - e provavelmente o que a tornará a mais memorável para a posteridade.
Para Débora.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Uma tarde no psiquiatra nº 04
Blábláblá.
Uma tarde no psiquiatra
- Doutor, tenho uma teoria.
- Lá vem besteira. Diga lá.
- Eu tenho em mente que viado adora desenhar.
- Hm, algo válido. Comente a respeito.
- Pense só, doutor. Considere esses cursos que o desenho é fundamental para o andamento do curso; tipo, sei lá, cursos de moda. O senhor tem lembrança de algum estilista com a mesma opção sexual que a gente?
- Você eu não sei, mas não lembro de nenhum estilista MACHO.
- Pois é, só vejo aqueles sujeitos que vivem dando chilique, com umas peças de roupa de gosto duvidoso. Mas ninguém reclama, porque supostamente o cara é um gênio, ou então é chefe de alguma dessas grifes famosas. O senhor lembra daquele Yves Saint-Laurent, doutor?
- Ô, se lembro.
- Sem desmerecer o talendo do cara, mas era só olhar pra cara dele. Parecia que desmontava se recebesse um peteleco.
- Claro, porque você é praticamente um fisiculturista com esse corpão aí.
- É sério, doutor. Falando assim, parece até piada.
- Agora você sabe que uma coisa não implica na outra, não é? Só porque o cidadão desenha, não quer dizer necessariamente que ele corta pro outro lado!
- Mas pense no contrário, doutor. Não falo por maldade, só acho uma coincidência muito grande!
- Se você diz...
- Ainda não acredita, doutor? Vá em qualquer faculdade de arquitetura pro senhor ver! No dia-a-dia talvez nem tanto, mas experimente ir a alguma festa, ou qualquer evento que tenha álcool!
- Falou o entendido agora. Mas isso é realmente curioso.
- Porque o senhor acha que isso acontece? Porque viado adora desenhar! Precisa ver o quanto que tem de bicha na área de projeto gráfico, em atelier. Agora vá ver quantos estão em outras áreas que não envolvem desenho, necessariamente. Estranho, não acha?
- Agora vários cursos de engenharia trabalham com desenho, e não ouço falar de muitos viados por lá.
- Ah, doutor. Isso aí é outra teoria que eu tenho, viado desenhista não gosta de cálculo.
- Explique isso aí melhor.
- É o seguinte: não que desenho não tenha suas particularidades e complexidades, mas não requer um cálculo mais complicado, no máximo uma ou outra derivada, alguma multiplicação, e só. E isso em arquitetura. Em Design então, nem comento. Basta saber tirar as medidas com fita métrica. Se duvidar, um estudante de economia aprende mais cálculo em um semestre do que esse pessoal no curso inteiro.
- Plausível.
- Mas tem um tipo específico de viado que adora cálculo, que o senhor vê mais no curso de engenharia, o viado calculista.
- Olha aqui, pra quem supostamente gosta de mulher, você tá bem entendido em viado. Agora, suma da minha frente que o seu tempo acabou!
Uma tarde no psiquiatra
- Doutor, tenho uma teoria.
- Lá vem besteira. Diga lá.
- Eu tenho em mente que viado adora desenhar.
- Hm, algo válido. Comente a respeito.
- Pense só, doutor. Considere esses cursos que o desenho é fundamental para o andamento do curso; tipo, sei lá, cursos de moda. O senhor tem lembrança de algum estilista com a mesma opção sexual que a gente?
- Você eu não sei, mas não lembro de nenhum estilista MACHO.
- Pois é, só vejo aqueles sujeitos que vivem dando chilique, com umas peças de roupa de gosto duvidoso. Mas ninguém reclama, porque supostamente o cara é um gênio, ou então é chefe de alguma dessas grifes famosas. O senhor lembra daquele Yves Saint-Laurent, doutor?
- Ô, se lembro.
- Sem desmerecer o talendo do cara, mas era só olhar pra cara dele. Parecia que desmontava se recebesse um peteleco.
- Claro, porque você é praticamente um fisiculturista com esse corpão aí.
- É sério, doutor. Falando assim, parece até piada.
- Agora você sabe que uma coisa não implica na outra, não é? Só porque o cidadão desenha, não quer dizer necessariamente que ele corta pro outro lado!
- Mas pense no contrário, doutor. Não falo por maldade, só acho uma coincidência muito grande!
- Se você diz...
- Ainda não acredita, doutor? Vá em qualquer faculdade de arquitetura pro senhor ver! No dia-a-dia talvez nem tanto, mas experimente ir a alguma festa, ou qualquer evento que tenha álcool!
- Falou o entendido agora. Mas isso é realmente curioso.
- Porque o senhor acha que isso acontece? Porque viado adora desenhar! Precisa ver o quanto que tem de bicha na área de projeto gráfico, em atelier. Agora vá ver quantos estão em outras áreas que não envolvem desenho, necessariamente. Estranho, não acha?
- Agora vários cursos de engenharia trabalham com desenho, e não ouço falar de muitos viados por lá.
- Ah, doutor. Isso aí é outra teoria que eu tenho, viado desenhista não gosta de cálculo.
- Explique isso aí melhor.
- É o seguinte: não que desenho não tenha suas particularidades e complexidades, mas não requer um cálculo mais complicado, no máximo uma ou outra derivada, alguma multiplicação, e só. E isso em arquitetura. Em Design então, nem comento. Basta saber tirar as medidas com fita métrica. Se duvidar, um estudante de economia aprende mais cálculo em um semestre do que esse pessoal no curso inteiro.
- Plausível.
- Mas tem um tipo específico de viado que adora cálculo, que o senhor vê mais no curso de engenharia, o viado calculista.
- Olha aqui, pra quem supostamente gosta de mulher, você tá bem entendido em viado. Agora, suma da minha frente que o seu tempo acabou!
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